terça-feira, 5 de novembro de 2013

Importância dos Jogos para Alunos com DI


Os jogos são instrumentos que devem ser explorados na escola como um recurso pedagógico, pois além de desenvolver regras de comportamento, o jogo atua na zona de desenvolvimento proximal, ou seja, a criança consegue realizações numa situação de jogo, as quais ainda não é capaz de realizar numa situação de aprendizagem formal.

No caso de alunos com DI, os jogos são ótimas oportunidades para que o aluno construa significados a partir da mediação do professor e interação com seus pares.

Os jogos estimulam o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança com deficiência intelectual. Brincando, ela tem a oportunidade de experimentar desafios, investigar e conhecer o mundo de maneira natural e espontânea.

O jogo a seguir é um exemplo de atividade interessante a ser desenvolvida não só com alunos com DI, mas com toda e qualquer criança: Perfil Júnior (Grow). Trata-se de um jogo comercial e funciona da seguinte forma: a cada cartela, 20 dicas sobre pessoas, personagens, coisas ou lugares para o jogador deduzir de quem é o PERFIL em questão. E quanto menos dicas utilizar para adivinhar, mais pontos irá ganhar.
         Este jogo estimula a atenção, memória, transferência de aprendizagem, a metacognição e a motivação.

·         Pode ser jogado com 2 a 6 jogadores

·         Trabalha principalmente a dedução

·         É recomendado para  a partir dos 7 anos

O professor de AEE pode adaptar o jogo para diversas situações e conteúdos de aprendizagem, confeccionando o seu próprio jogo, criando fichas com dicas que levem ao acerto da palavra oculta sorteada.




Referência: http://www.unijales.edu.br/unijales/arquivos/28022012095537_242.pdf

domingo, 8 de setembro de 2013

O QUE É TECNOLOGIA ASSISTIVA?


Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.

É também definida como "uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências" (Cook e Hussey • Assistive Technologies: Principles and Practices • Mosby – Year Book, Inc., 1995).

No Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela PORTARIA N° 142, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2006 propõe o seguinte conceito para a tecnologia assistiva: "Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).

Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.

Recursos - Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.

Serviços - São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. Os serviços de Tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como:Fisioterapia, Terapia ocupacional, Fonoaudiologia, Educação, Psicologia, Enfermagem, Medicina, Engenharia, Arquitetura, Design, Técnicos de muitas outras especialidades.

EXEMPLOS DE TA

Caderno de Madeira Imantado

Auxilia na coordenação viso-motora, na noção de parágrafo e espaço delimitado e na seqüenciação. Auxilia também na alfabetização e é utilizado por alunos que não possuem a coordenação motora fina para trabalhar com lápis e papel. Facilita movimentos de flexão e extensão de braços podendo ser utilizado na posição em pé, inclinada ou deitada sobre a carteira. Confeccionado para um aluno que não conseguia pegar as peças, mas conseguia empurrá-las. Ao cair nas canaletas o imã gruda na placa de latão.

 
Descrição:

Caderno confeccionado em madeira resistente, medindo 40 cm de largura por 60 cm de comprimento. Contém canaletas que representam as linhas do caderno. O espaço entre as canaletas pode ser variável dependendo da necessidade de cada aluno. Sob as canaletas é colocada uma placa de latão. O caderno é acompanhado por um abecedário de madeira e sob cada peça é colado um imã.

 

Para visualização da imagem do caderno, consultar a página 46 do material Recursos Adaptados:
 

ALADDIN MOUSE
Este aparelho permite, através de um mouse, a leitura ampliada de textos em um monitor. Indicado para pessoas com baixa ou muito baixa visão. Este aparelho é adquirido comercialmente. Abaixo suas descrições:

  • Ampliador Eletrônico de imagem com inversão de contraste;
  • Aumento de 15x a 25x dependendo do tamanho da tela;
  • Bi volt;
  • Aparelho Pb;
  • Fácil manuseio e ideal para viagem


 
 
 
 
 


domingo, 4 de agosto de 2013

O PAPEL DO PROFESSOR DE AEE NA ESCOLA INCLUSIVA


De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, a educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades e, através do atendimento educacional especializado (AEE), disponibiliza serviços e recursos próprios desse atendimento nas salas de recursos multifuncionais (SRM) e orienta alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular. O AEE tem como atribuições identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.

O professor do AEE tem, portanto, papel fundamental na aproximação entre a escola comum e a educação especial. Através dos recursos da SRM este profissional busca complementar/suplementar a formação do aluno, reconhecendo suas necessidades e habilidades, propondo recursos específicos e estratégias de aprendizagem. Além disso, o professor de AEE desempenha o papel de articulador entre os diversos atores envolvidos na formação do educando (família, professores, coordenadores pedagógicos, gestores) e tem como objetivo promover sua participação com independência e autonomia nas turmas comuns do ensino regular. Esta articulação se dá, principalmente, através da proposição de estudos de caso e discussão dos planos de AEE com os membros da equipe escolar.

As etapas de construção de um estudo de caso constituem caminho fundamental para que o professor de AEE possa traçar uma estratégia eficaz de trabalho com o aluno especial, não só na SRM, mas na escola como um todo. As etapas permitem a investigação detalhada e a coleta de dados precisos sobre o histórico familiar e escolar do aluno, o olhar de todos que participam da sua vida, além de suas limitações e potencialidades, rejeições e preferências e, a partir deles, traçar um plano de ações que também envolvem não só o aluno, mas a família e a escola como um todo. Cabe ao professor do AEE, após todo esse estudo, conhecê-lo melhor, criar estratégias metodológicas e tecnológicas (instrumentos e materiais) que favoreçam sua aprendizagem e desenvolvimento, prestar assessoria aos professores de turma e de atividades quanto aos melhores procedimentos e estratégias pedagógicas. O plano de AEE favorece a reflexão, a tomada de decisões e avaliação do trabalho e do aluno; o quanto se conseguiu alcançar, se as estratégias propostas foram satisfatórias, o que deve ser reforçado, o que deve ser modificado, se o aluno já é capaz de novos desafios, enfim, é a base do trabalho do profissional e a garantia de um norte seguro. O plano contribui para que sejam evitadas práticas comuns na escola regular de ou subestimar o aluno ou, ao contrário, não levar em conta sua limitação no sentido de adaptar as estratégias pedagógicas e/ou assistivas para que seja possível que o mesmo alcance os objetivos propostos.

domingo, 9 de junho de 2013

PARA CRIANÇAS AUTISTAS

Olha que bacana! Em breve o Barra World realizará um Evento muito Especial. Se trata de um Evento, especialmente preparado para os anjos azuis, com apresentação do Musical "A Princesa e o Sapo" do diretor Anderson Oliveira!!! A apresentação será exclusiva para crianças autistas.

Aos “Amigos Azuis", que gostariam de participar desta festa – O Musical A Princesa e o Sapo – Pedimos para fins de organização do evento, que os interessados enviem um e-mail de confirmação para o seguinte endereço eletrônico: {eventoanjosazuis@gmail.com}

O espetáculo será realizado no Espaço Cultural Barra World, um teatro fechado e seguro, com todas as especificidades estudadas para os pequenos... Enfim, tudo carinhosamente pensado para as crianças ficarem bem à vontade e aproveitarem o momento que será só deles.
 
Vamos compartilhar!
 
Foto: Olha que bacana! Em breve o Barra World realizará um Evento muito Especial. Se trata de um Evento, especialmente preparado para os anjos azuis, com apresentação do Musical "A Princesa e o Sapo" do diretor Anderson Oliveira!!! A apresentação será exclusiva para crianças autistas. 

Aos “Amigos Azuis", que gostariam de participar desta festa  – O Musical A Princesa e o Sapo – Pedimos para fins de organização do evento, que os interessados enviem um e-mail de confirmação para o seguinte endereço eletrônico: {eventoanjosazuis@gmail.com} 

O espetáculo será realizado no Espaço Cultural Barra World, um teatro fechado e seguro, com todas as especificidades estudadas para os pequenos... Enfim, tudo carinhosamente pensado para as crianças ficarem bem à vontade e aproveitarem o momento que será só deles.Compartilhem a informação! O EVENTO É GRATUITO.

PARA FACILITAR

Encontrei este site que traz diversas apresentações em slides, sobre a Educação Especial. Vários apresentam de forma esquemática e resumida o conteúdo dos documentos que temos estudado. Achei legal!Educação Especial - Slideshare
 

domingo, 26 de maio de 2013

Tecendo a Manhã

 Um galo sozinho não tece uma manhã.
 ele precisará sempre de outros galos.
 De um que apanhe esse grito que ele
 e o lance a outro; de um outro galo
 que apanhe o grito que um galo antes
 e o lance a outro; e de outros galos
 que com muitos outros galos se cruzem
 os fios de sol de seus gritos de galo,
 para que a manhã, desde uma teia tênue,
 se vá tecendo, entre todos os galos.

 E se encorpando em tela, entre todos,
 se erguendo tenda, onde entrem todos,
 se entretendo para todos, no toldo
 (a manhã) que plana livre de armação.
 A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
 que, tecido, se eleva por si: luz balão.

(João Cabral de Melo Neto)

 

DA IDADE MÉDIA À GERAÇÃO C


O uso das tecnologias digitais e de comunicação são uma realidade da qual não podemos fugir. Abaixo, dois vídeos para pensarmos na influência destas tecnologias na aprendizagem, no mundo contemporâneo:
 
Help Desk na Idade Média
 
 
 
Rafinha 2.0
 
 
 
   O vídeo Help Desk na Idade Média, mostra de forma satírica como nos "desequilibramos" (no conceito piagetiano) diante do novo. A chegada das tecnologias e a rapidez com que têm se renovado causam um certo "medo" aos que ainda não estão bem adaptados na hora de utilizá-las. Clicar um botão errado, perder documentos, desconfigurar programas, não saber utilizar os aparelhos com autonomia e, às vezes, até desistir são características comuns àqueles que precisam aprender a usá-las. Foram acostumados a tecnologias menos versáteis e cujo tempo para acomodação até a próxima novidade era muito maior.
  Um contraponto interessante ao vídeo Rafinha 2.0, que mostra extamente o contrário: a facilidade e a naturalidade com que os indivíduos que já nasceram na era digital têm ao utilizar e explorar todas as ferramentas diponíveis desses aparelhos.
  São duas gerações que aprenderam a aprender de formas diferentes e estamos em transição entre uma e outra. Os "Rafinhas" são nossos alunos de agora, que ainda aprendem sob um currículo que forma para um modelo de mundo do século passado, ao mesmo tempo que nos ensinam a lidar com as tecnologias que já os educam de uma forma integrada, colaborativa, autônoma, para um mundo cujas realidade e demandas são novas e tendem a se renovar cada vez mais rápido.

PARA REFLETIR...


O artigo Entre o texto e a vida: uma leitura sobre as políticas de educação especial convida à reflexão sobre como as políticas e programas para combater as desigualdades e a exclusão escolar se traduzem numa realidade prática, inscrita sob os sentidos criados do que seja “ser aluno”, “ser professor”, do diálogo entre inclusão e pertencimento. As autoras lançam luz sobre a teia formada entre os fios teóricos (normativas legais) e os da experiência da vida, com seus distanciamentos e aproximações, entendendo que as políticas não existem independentes do contexto em que estão inscritas, de como são interpretadas, e que as escolas precisam avançar na sua interpretação e adaptação às mudanças, buscando cumprir ao menos com sua função básica de criar possibilidades.

LEGAL

 
Para acompanharmos melhor as políticas públicas voltadas para a Educação Especial, precisamos estar atentos aos documentos que a definem:

Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009, que institui diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado na educação básica, modalidade eduação especial.Resolução nº 4 de 2 de outubro de 2009
 
Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria nº 555/2007, prorrogada pela Portaria nº 948/2007, entregue ao Ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008.Política Nacional de Educação Especial

Decreto 7.611 de 17 de novembro de 2011, que dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e outras providências.Decreto 7611 de 17 de novembro de 2011


COLETÂNEA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

Na versão 2010/2011 do Curso de Especialização à Distância em Educação Especial da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi desenvolvida, em parceria com o MEC, uma coletânea de livros que servirão como fundamento para as atividades do curso este ano também. Serão utilizados os 10 fascículos da coleção "A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar", mas o site do MEC disponibiliza outros diversos materiais sobre o tema. Veja como acessar:
http://portal.mec.gov.br
  • Localize SECADI entre as SECRETARIAS listadas no lado direito do Portal
  • Clique no botão PUBLICAÇÕES
  • Clique no link EDUCAÇÃO ESPECIAL
  • Encontrará vários materiais disponíveis para pesquisa e os fascículos do curso
Cada fascículo pode ser baixado no computador pessoal clicando sobre o mesmo com o botão direito do mouse e, depois, descompactando. para descompactá-lo, localize o arquivo que foi baixado em seu computador (extensão.zip) e clique sobre o mesmo com o botão direito do mouse, opção EXTRAIR TUDO. Será disponibilizada a versão em PDF e em MEC DAYSE.

Bom estudo!